quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Carência

As pessoas estão cada dia mais carentes, mas não estão carentes de sexo, afinal sexo é free, sexo é business, sexo é só sexo. Não estão carentes de beijos, beijar na boca é fácil, tem fila é até possível escolher quantas bocas beijar em uma única noite.

As pessoas não estão carentes de abraços afinal muitos são os braços ao dispor dos corpos.

As pessoas não estão carentes de declarações dizendo “te amo” essa frase tornou-se, para a maioria, uma simples expressão corriqueira. As pessoas estão carentes mesmo é de AMOR, aquele amor do tipo que faz barulho por dentro e silencio por fora.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Minha Morte em Vida

(...) Acompanhar as informações da BOVESPA por um semestre? É o troco para quem vende levianamente sua alma, devo compor o poema da minha morte em vida:

O Poema da "minha morte em vida" deve ser lido silenciosamente.
Ouço http://www.youtube.com/watch?v=dyuKE19e0hU e meus olhos fecham-se!

O poema da "minha morte em vida" intitula-se BOVESPA.

BOVESPA, maldito espelho que revela minha nudez econômica e desleal... Eu me vendi, oh DEUS meu!

A BOVESPA executa-me tal qual Grécia a Sócrates, mas ele não se vendeu e nem foi omisso a si mesmo... Oh, mereço morrer sem gritar socorro!

Envenena-me BOVESPA, fura meus olhos tal qual o de Camões na escaramuça, mas fura-me os dois antes que eles fechem-se e não te leiam mais.

BOVESPA tuas cruéis informações dissipa lentamente cada membro que compõem meu corpo, enquanto dissolve minha mente, oh, isso encolhe-me!

BOVESPA, eis que formaliza minha própria traição arremessando-me ao purgatório, apresentando-me o demônio Reinaldo, oh Deus ele dança axé!

BOVESPA matar-me-á, morrer-me-ei, mas minha inspiração salvar-se-á tal qual uma sinfonia que prende quem vive e liberta quem morre!

BOVESPA vela-me, eis que morta e longe de ti estarei livre! http://www.youtube.com/watch?v=dyuKE19e0hU
(...) Um brinde a vida! Aos que não negociaram sua alma, tampouco abriram mão da arte e da
Sua própria fé!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

(...) Silencio Noturno

O que você deseja sobre a boca? Água para matar a sede, fogo para aquecer os lábios.

Derrama água sobre o corpo que inflama... Da pele em chamas.

Escuta o Tum Tum do coração que pulsa enquanto eleva de forma progressiva a quente febre que transcende a alma.

Volúpias incessantes deixando sobre o corpo o pecado evidenciado pelas digitais de santas profanas mãos.

Delírios secretos, escuro claro em um silencio quebrado por suaves gemidos que indicam a embriagues da mente faminta, insaciável que busca saciar-se no êxtase almejado por dois corpos, duas almas, quimicamente compatíveis.

E ao final olhos que acalentam os olhos tornando desnecessário qualquer mera palavra, dado que se tornariam inúteis diante dos corpos que repousam na paz, um do outro... Que para o outro seja.

Um brinde a vida!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

(...) Sólido

Dúctil consistente em seu estado mais precioso e nobre o sólido que coloca em extremidade oposta o frágil inconsistente gasoso.

Tem de ser sólido para resistir e validar o conceito das palavras e dos atos, que se forem gasosos perder-se-ão a cada sopro.

O sólido é confiante, o gasoso é lamentável fazendo compreender a fragilidade em sua constante mudança.
Não sendo sólido e havendo mudança de estado, sim... Evaporar-se há.
Não deve haver lamento uma vez que o vulnerável torna-se perceptível em seu claro e pleno estado de inconsistência.

O meio termo, morno, jamais será sólido e gaseificará não importando o tamanho de suas asas e o quão forte elas pareçam ser.
O sólido vigora, o gasoso evapora... O que evapora vai embora... O que solidifica segue... O que segue, segue livre porque é seguro da sua consistência.

Não há problema em romper o que não é sólido, problema seria deixar-se asfixiar por algo gasoso.

Um brinde a vida; a tudo que é sólido!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

(...) Raso Descaso

Nada mais raso, o descaso... Nada mais desnecessário, o raso...:
O que balança com o sopro
O que não pode ser visto no escuro
O rio onde não se pode mergulhar

A calçada que racha com o movimento dos pés
As palavras que não precisam ser ditas
Fugir levando dentro
Ficar deixando fora

Diluir o quente que você sente
Fazer de conta que não é... Qaundo sabe que é
Dizer uma coisa, fazer sentir outra

Quando você se rende a pressão
Quando você acredita, cria sua própria conclusão
Quando você enxerga e finge que não

Só há descaso naquilo que não há profundeza... Sendo raso, tão logo se faz desnecessário visto que é volúvel.

(...) Um brinde a vida!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

(...) Ser Feliz

Ser feliz é o nosso dever e não cabe a nenhum outro realizá-lo por nós.Ser feliz é nos alegrar pelo que deu certo sem nos lastimar pelo que deu errado... É entender que no final tudo dar certo porque as coisas são como são, embora em nossas mãos a opção de mudar ou não.

Ser feliz é nos aceitar imperfeito e nos compreender nos mínimos e nos máximos defeitos... É dizer sim e dizer não sempre orientado por uma voz que vem de dentro e só nós escutamos.

Ser feliz é saber se doar, é saber receber... Podemos até não saber quando começar, mas sempre devemos saber a hora de parar.

Ser feliz é não negligenciar a dor dos nossos amigos, é amá-los... É nossa obrigação cuidar destes presentes que DEUS nos concedeu.Ser feliz é olhar nos olhos de uma pessoa sem medo de ser você mesmo... É ser, SEMPRE, você mesmo.

Ser feliz é amar-se em primeiro lugar, é ter fé, é andar de cabeça erguida, às vezes com dor, mas nunca com rancor... É seguir com a certeza de quem leva, com a esperança de quem busca e com a segurança de quem encontra.

Ser feliz é sentir o sol e se alegrar por isso, é tomar um banho de chuva e ao invés de reclamar da roupa e do sapato molhado dizer:- me sinto como uma criança outra vez... É olhar a lua pela milésima vez como se estivesse vendo pela primeira.

Ser feliz é ouvir música, é gostar de música... É fazer sua alma dançar sem que o seu corpo tenha que fazer um movimento sequer.

Ser feliz é é se dar o direito de escolher, afinal a vida é sua, é única.
Ser feliz é poder ficar ao lado de alguém sem que você necessariamente precise falar alguma coisa e mesmo assim ser compreendido... É aceitar o barulho de quem ao seu lado grita em silencio.

Ser feliz é ser sincero com você e com as pessoas, é aceitar verdades porque toda verdade é boa... Acredite!Ser feliz é sentir paz interior.
Ser feliz é um conjunto de sensações compostas por uma série de coisas que você se permite ou não.

Ser feliz é compreender que hoje não é continuidade do ontem e jamais será... Hoje é sempre uma oportunidade de recomeçar, é como se você tivesse nascido outra vez porem já grande e com lembranças de um ontem que foi, mas que lhe deixou aprendizados, experiências que lhe ajudarão ser uma pessoa melhor.

Não importa o que aconteceu ou o que aconteça... Nada importa, a única coisa que importa é está vivo e ser feliz.Se você está vivo experimente ser feliz, busque-se em você mesmo e construa no seu interior aquilo que você mais deseja ter do lado de fora!

Um brinde a vida!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

(...) As Águas do Rio

Vi tudo mudar, eu estava lá
De olhos abertos eu pude ver passar o rio

Foi tudo real, mas aquelas correntezas se foram
As águas que seguem agora... Elas só passam, mas não passam em vão

Vi a vida passar, eu estava lá... Não pude evitar
Foi tudo real, mas agora foi
Vi as coisas de um modo inaceitável, mas aceitei
Olhei lá fora e havia todas as perguntas... Aqui dentro todas as respostas, até as que achei que não precisava, mas ela foram necessárias

Avistei minha própria face
Em mim uma que nasce, outra que desfalece
Tudo real, o encontro do meu desencontro
Sem nenhum disfarce eu me enxerguei

Não fugiremos de nós mesmo
Não há como ser grande, crescer, amadurecer sem alguns medos
Mesmo grandes vamos cair
Cair conscientes que já não haverá quem segure as nossas mãos
Quem nos impeça de ir ao chão
É, eu me vi cair... Foi tudo real, mas agora foi

Aquele espelho é de vidro
Aquele espelho quebrado revelou-me, mas foram os meus olhos que se inclinaram para dentro...
Foi tudo real, mas agora foi

Aquela canoa e aquele remo não servem para as águas desse lago... Ele é raso!
Essas águas paradas... Essas águas são reais!
Aquele rio é outro rio!
Eu sei, eu vi aqui outro rio passar!

Vi tudo mudar, eu estava lá...
Essa que está agora aqui, não é a mesma que esteve lá
É preciso observar o rio, mesmo que seja para ver a água passar...

(...) Um brinde a vida!

sábado, 26 de dezembro de 2009

(...) Drink

Beber-te-ei, embriagar-me-ei... Dissolverei
Molharei tua garganta, percorrendo da boca ao fim
Ingerir-te-ei, por mim, pra mim... Sim
Tragar-te-ei , aquecer-te-ei dentro, fora... Não serei breve, quero-te longamente

Consumir-te-ei tanto e quanto desejar eu possa... Cada milímetro de ti, poros, alma.
Derramar-te-ei sobre o corpo para que minha pele absorva-te lentamente...
Sente, quente até que fiques dormente, visto que eu estou demente em ti.

Deixa tua cabeça girar, envolver... Secar-te-ei, molhar-te-ei... Pra mim, por mim...
Degustar-te-ei, corpo, mente, olfato...
Em teu paladar um tanto do exagero de mim, em mim o sabor de ti...Ainda aqui.
Lembrar-te-ei sempre que tiver sede... Tenho sede agora... Outra vez.

Um brinde a vida!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(...) O Balanço dos Salgueiros

Que os salgueiros balancem o coração não apenas dos chineses que obrigam outros chineses andarem descalços enquanto matam-se fazendo sapatos.
Os camponeses à beira dos rios, que embora tenham água abundante sentem sede de justiça.
Os nordestinos à beira da estrada que engolem poeira, que olham vários caminhos e não sabem para onde seguir.
Os que nasceram na “terra do sol nascente”, Japão: para que dêem mais as mãos aos seus irmãos de diversas raças e faces, que não possuem o mesmo olho puxado, nem o mesmo cabelo, mas tem coração nobre... É humano.
Aqueles que nasceram no morro, mas que vivem para baixo. Que mora lá em cima em barracos, mas que estão abaixo da linha da pobreza.
Que os salgueiros balancem o coração:
Dos homens de bem, mas que não praticam o bem.
Daqueles que olham, mas que são cegos e não enxergam os raquíticos, famintos da África.
Daqueles que escutam, mas não ouvem o gemido de fome das crianças de rua, dos velhos solitários que choram e velam dia após dia.
Que os salgueiros balancem os corações das pessoas, indiferente da raça, do país ou do continente. Indiferente da cor ou da condição social, da fé ou da religião, da força ou da fragilidade.

Que você, seja quem for, deixe-se balançar por dentro... Sinta sobre seu rosto o vento, pois nesse momento os salgueiros balançam.

Texto inspirado na tela de Van Gogh - “Saules au coucher du soleil”.

Um brinde a vida, aos que se permitem balançar por dentro!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Hey Menino...

Eu me viro, eu me ajeito... Do meu jeito...
Não me desvire, deixa que eu faço, refaço...
Não me descubra, pode ser que você não goste do que sou... E eu? Eu sou essa aqui.
Eu não tenho enfeites, apenas uma porção de defeitos... Você pode olhar... Terrível? Tá, deixa assim.

Eu gosto de música, qualquer uma que fale de amor, que seja samba, que fale de mim por mim.
Ey menino, vá sambar por aí, se ajeita... Porque eu não tenho jeito não. Eu gosto mesmo é da sensação de ser eu mesma, você quer muito e eu tenho pouco demais para você...
Hey, menino... Quando tu crescer volta aqui e me conta que eu tinha razão e que você está feliz com aquela garota.
Olha, outro dia estava pensando sobre a vida, quer saber? Eu brindo ela sempre, porque, menino eu sou tão livre pra mim... Querer prender-me assim pode ser o inicio de um fim. Sabe o que é? Eu tenho asas, eu já fui lá em cima e olhei para baixo... Eu gosto de lá.
Hey menino, vai... Viaja, volta e me conta sobre o teu mundo, o meu é esse aqui... Eu gosto dele.
Menino, olha pra mim e responde: Cortaria seus braços? Eu não cortaria minhas asas.

(...) Um brinde a vida... A liberdade!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

(...) Quando...
Quando a música parar de tocar você vai saber quem ainda estará dançando.
Quando o dia amanhecer você saberá quem ainda estará dormindo, verá quem está acordado.
Quando a chuva passar você saberá quem está seco, quem se molhou.
Quando o carro finalizar o itinerário você saberá quem ainda não desceu.
Quando sentar em frente ao mar para ver o pôr do sol você saberá a sensação de assistir um espetáculo da natureza sem precisar pagar por ele.
Quando você chegar lá você saberá como voltar, como ir adiante... Ou não.
Quando o tempo passar verá sob a peneira o que sobrou dos grãos.
Algumas coisas nós entenderemos, outras não... Nem tudo precisa ser compreendido.

Um brinde a vida!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

(...) Porque...

Todo dia tudo muda, porque todo instante tudo se transforma... E eu.

Porque a gente morre a cada minuto e parte a cada novo segundo... E eu.
Porque eu velo todas as minhas perdas e comemoro todos os meus ganhos... E eu...

A porta que fecha, a janela que abre, o novo lar, as novas flores, uma sala vazia... E eu.
Um dia com céu escuro, noite clara, cara... E eu.
Por mim tenho me achado, me perdido. Para os que deixo eu trago, um trago... E eu.

Os que encontro, desencontro. Tenho a fé que eu mesma inventei e o tédio que deixei nascer. Já não sou tão pura assim, santa não hei de ser.

Um jantar, porem de pratos vazios. Um suco de limão, branco carvão... E eu.
Uma curta inspiração, uma breve saudade, uma escassa razão... E eu.
Emoções, decepções, sensações, perguntas, respostas... E eu? Sigo livre, assim como quem deseja um pouco mais de mim.

(...) Um brinde a vida!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Prosa de Boteco

Não me diga que isso é banal
Eu acordei do avesso hoje depois daquele teu papinho mole de ontem.

Tenho pólvora demais em meu bornal, posso carregar minha carabina e atirar porque você está contando vantagem sobre aquela garota.
Não deseja que eu fique aqui ouvindo isso seu Mané.

Eu lhe disse dia desses sobre o perigo que há em difamar uma menina, não disse?

Você blefou, pára com essa sua pose de rei, sua cabeça é pequena demais para uma coroa.
Eu sei... Você não tem pés para um tapete vermelho.

Você deve um pedido de desculpas para aquela garota.
Você não é nobre para fazer isso, não é?
Eu tenho munição sobrando rapaz, cuidado com o que você vai dizer agora.
Aquela garota não está aqui, mas eu a conheço um pouco e suas palavras não faz jus ao caráter dela.
Vou lhe dizer a real:
enquanto você acha que manda bem e faz o que te convém ela desenha o futuro... Ó no desenho ela não está só.

Noite passada quando você a difamava para aqueles cães, que tu chamas de amigo, ela estava linda de morrer...Estava pronta para uma noite especial e não era com você.
Você ficou a madrugada corrompendo a mente insana dos teus “brothers” e satisfazendo-se com gargalhadas tolas, dadas no final de uma piadinha, sobre outra mulher.
Qual é graça dessa sua auto-afirmação? Acaso queres casar com teus colegas? Sei não... Isso está um tanto estranho “irmão”.

Um brinde!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sambinha
(...)Você reclama, mas gosta do toque, do meu samba... Eu não sambo bem, mas... Ah, tanto faz você gosta mesmo é quando eu toco... Eu não sambo pra você, mas já que gosta dessa batida... De leve? De “vagarin” quem sabe... tudo vai depender.. Forte, “rapidin”? Pode deixar, afinal esse pandeiro tem a sua utilidade.
Vamos fazer uma bagunça , mas ó quando o dia clarear vai embora, depois me manda um postal... Te vejo no próximo carnaval!

Um brinde as sensações!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Não vai embora, Fica!

(...) Ei... Espera aí me leia um pouco mais antes de concluir que vai.
Se você deixar, se você me ouvir eu posso tentar mostrar o verso de mim que está encoberto agora, só espere um pouco mais... Fica essa noite... Uma vez mais, até que eu vire essa página rabiscada em mim.

Não fique tão brava, não fique tão quieta, não fique tão tensa. Eu preciso apenas que fique um pouco mais. Eu posso ser melhor que isso, eu posso se você acreditar que eu sou... Você ainda acredita nisso, não é? Tenta me reler novamente sem aqueles erros de grafia, sem aqueles exageros de palavras, só peço: - leia-me outra vez.

Olha em meus olhos e responda: - deseja ir embora mesmo me levando aí dentro? Eu não quero ficar, eu não quero que vá... Fica aqui, não desista agora. Tem chuva lá fora, aqui dentro tem sol... Senta comigo quero te ouvir, te abraçar outra vez... Eu quero... Peço, fica... Um pouquinho mais, hoje, essa noite e quando o dia chegar você volta a pensar se vai.

(...)

domingo, 22 de novembro de 2009

O Controle
O controle é daquele que acorda e abre os olhos!
Daquele que levanta e anda...
O controle é daquele que tem a chave e abre a porta!
Daquele que fecha a janela...
O controle é daquele que faz a escolha, daquele que decide escolher!
Daquele que diz sim ou daquele que diz não...
O controle é daquele que aperta o play!
Daquele que finaliza...
O controle é daquele que vai ou daquele que fica!
Do que escolheu o itinerário...
O controle é daquele que tem a direção!
Daquele que segue...
O controle é daquele que refaz!
Daquele que abre mão...
O controle é daquele que pensa!
Daquele que fala ou daquele que escuta...
O controle é daquele que volta atrás ou daquele que segue em frente.
O controle é daquele que se ajeita ou se desconcerta!
Daquele que muda a si mesmo começando por dentro...
O controle é daquele que ama, por está mais abastecido de emoções!
Daquele que insiste ou que sabe a hora de parar...
O controle é daquele que não se prende só a razões!
Daquele que sabe perder ou que sabe ganhar...
O controle é daquele que sabe fazer sentir o amor!
Daquele que sabe reconhecer o amor...
O controle é daquele que sabe dar ou que sabe receber.
O controle é sempre daquele que percebeu que o atalho nem sempre encurta!
Daquele que entende que todos os dias nós chegamos e todos os dias nós partimos!
O controle é sempre daquele que abriu os braços!
Daquele que deu o abraço...
Daquele que podia ter feito chorar, mas preferiu fazer sorrir!
Daquele que beijou ou daquele que se deixou ser beijado!
Daquele que acariciou ou daquele que permitiu sentir o toque...
O controle é sempre daquele que aqueceu!
Daquele que foi aquecido...
O controle é daquele que fez amor ou que fez sexo!
Daquele que deu prazer ou daquele que sentiu...
Daquele que completou ou sentiu-se completo!
Daquele que não dar e nem permite metades porque conhece o inteiro, não engole o morno e aprecia o quente.

Heliane Ribeiro

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Despertar


Não importa o motivo, se alguém lhe fizer chorar pare e repense: as lágrimas são um alerta da alma que grita “Desperta”:
Porque um dia conseguimos enxergar toda a diferença daquelas coisas que muitas vezes são ignoradas por nós mesmos. Aprendemos que é possível reaprender a olhar, a perceber que erramos e erramos feio na maioria das vezes, mas que tamanha glória é poder enxergar e tentar concertar as coisas de modo que tudo possa seguir bem, diferente, e muito melhor do que era, do que é.

Porque decoramos pessoas de um jeito que elas não são e nunca serão, a culpa não é delas, mas sim da nossa coleção infinita de lápis de cor, reconhecer isso é nos dar a oportunidade de jogar fora toda essa coleção para olhar as pessoas sem enfeite algum, e quando isso acontece é possível que não enxerguemos nelas tanta beleza, aí a decisão de amá-las ou não.

Porque fazemos as coisas incoerentes, tomamos decisões erradas e adotamos postura precipitadas. Porque temos a capacidade de ver o que não é visível e tocar o que não é palpável. Corremos riscos sem nos arriscar a olhar o horizonte como quem acredita no amanhã... Nossa falha, nossa grande falha é acreditarmos demais, ou acreditarmos de menos, é muitas vezes não enxergar o óbvio.

Porque somos levianos, tantas e incontáveis vezes que não nos damos conta disso e ferimos pessoas que nos cuidam, que nos admiram, que são responsáveis pelo nosso melhor riso... Que nos dão amor, que nos dão a sua mão, seu abraço, seu calor.

Porque jogamos fora parcelas da nossa vida, quando gastamos nosso tempo fazendo coisas que não nos levam a lugar nenhum. Porque abrimos mão da nossa felicidade quando permitimos que as pessoas nos magoem, que nos digam coisas que são crenças delas, que são errôneas, que são infundadas... Porque a melhor hora é quando enxergamos que essas pessoas, que nos fizeram ou fazem chorar, não devem permanecer em nossas vidas, a menos como fonte de aprendizado.

Porque os erros que cometemos na vida servem para nos mostrar o que é cada coisa, e onde cada coisa deve ficar, e para onde devemos seguir.

Porque despertar é limpar às vistas, é não se deixar ser sugado pela tristeza que nos causam, nem muito menos por projeções alheias ou nossas... A vida não é uma projeção, viver é uma realidade que acontece agora. Despertar é viver vendo, é permitir e não permitir, é ter senso crítico para falar, para saber calar, para sabe parar, para arriscar seguir, para ter coragem de deixar... É assumir que nos conduzíamos por um caminho errado, mas o fato de termos despertado para mais um novo dia nos dar a oportunidade de sair do atalho, pegar o caminho de volta e neste caminho seguir com mais maturidade e fé, com menos peso na bagagem, sem os lápis de cor, sem as projeções, sem os enfeites, sem os medos... Sem aquelas pessoas que diziam respeitar nossa opinião, mas que tudo isso que elas diziam traduz-se em indiferença ao que você sente... Nós também devemos respeitar a escolha, decisão e maneira como as pessoas pensam, mas não é nossa obrigação partilharmos, vivermos isso.

Despertar é viver...
Viver as nossas escolhas e não as escolhas das pessoas.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Muro...

Olhamos o lado de fora do muro e às vezes nos esquecemos de olhar para dentro de casa.Enquanto isso nossa torneira deixa escapar a água, a rachadura da nossa calçada se alarga.
Nós seguimos olhando o lado de fora do muro, reclamamos dos carros que poluem, da buzina, da bituca de cigarro na rua. Enquanto isso a nossa comida queima, nosso gás escapa, aumenta o pó da nossa estante, nossos filhos tem outros filhos.

Continuamos, pendurados, olhando o lado de fora do muro, e nossa cama continua desarrumada, nosso café esfria, nossos bichinhos de estimação clamam por atenção, nossas plantam murcham, as flores secam.

Em paralelo a isso, discutimos com o Zé que passa na rua, com o gari que não recolheu o lixo no horário, com os pombos que não param de fazer sujeira no capô do carro, que nem é nosso.É noite, e estamos sob o muro, olhamos a faceira donzela, personagem que nós queremos ver, do vizinho cheia de amor para dar, sorriso largo, corpo escultural cabelo com essência de jasmim, pele aveludada, olhos brilhantes, voz macia... Um conjunto de inspirações que nos faz viajar, nos impulsionam cometer um prazeroso adultério... Daqueles que fartamente saciam nosso desejos mais loucos, nos levam ao delírio que só os deuses puderam experimentar... Mas, mas enquanto isso nos esquecemos que em nossa cama, pronta para o inteiro, para o intenso, para o verdadeiro, para uma vida, para nós, está nossa bela esposa, amante, mulher.

Enquanto colecionamos “mulher do outro” o tempo passa, envelhecemos, nossa esposa envelhece, nosso desejo sexual desaquece, e a mulher do vizinho continua com o vizinho... Ou não.

Se acredita, ainda, desça do muro e arrume a rachadura da calçada, antes que a parede da sua casa comece a ruir.
Feche a torneira, antes que água acabe.
Desligue o fogo, antes que comida queime.
Limpe a estante, antes que as traças façam por você.Oriente seus filhos, antes que seus netos os façam.
Tome seu café, antes que esfrie.
Acarinhe seus bichos de estimação, antes que eles desconheçam seus toques.
Regue suas flores, antes que elas murchem.
Olhe para sua esposa, como mulher, amante, como namorada.
Sinta o perfume dos seus cabelos, abrace-a calorosamente, beije-a... Beije, beije demoradamente, ardentemente. Deixe ela sentir quão forte é o desejo que você tem por ela, faça amor com ela... Sempre, mas não limite-se a apenas ao bom sexo, um jantar a luz de velas, uma tarde juntos de pernas pro ar, dança, música, conversa... Sonhe, sinta, apaixone-se, envolva-se, saiba receber, saiba retribuir...

A vida é única, se o que você precisa está do lado de dentro, o lado de fora do muro é apenas o lado de fora.


Heliane Ribeiro

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Canção...

É possível ouvir uma canção e não senti-la, mas é impossível sentir sem tê-la escutado. Uma nota só é indecifrável aos ouvidos do leigo, que vencido pelo desinteresse não ousou compreender as suas intensidades.Arriscar entender a cifra, tocar a canção, envolver-se é um tanto ousado, mas apenas os que tiverem ouvidos treinados poderão dizer aos surdos quão bom é se deixar levar pela música.

O êxtase não será servido ao surdo e sua alma ficará velha rápido, sendo assim ele é o único que pode lastimar-se. Ele não saberá conduzir uma dança, ele não sentirá a canção e sua alma prevalecerá desaquecida.

Não desligue a música, deixe tocar... Sinta sem medo de que ela acabe. Feche os olhos, grite, pule e agora pare e responda:
- Quer dançar? - Que passo você sabe? - Não chore se eu machucar o seu pé, embora eu sinta a canção, às vezes eu erro o passo.
- Não se importe se você também errar, essa dança não é muito fácil
- Os que estão a nossa volta poderiam está dançando agora, mas eles preferem olhar, alguns dirão: “- que dança é essa?” Oras, eles não sabem dançar, eles são surdos lembra?
- Quer mudar o ritmo? “ - claro que não.” Tá eu já sei: você não gosta de dança, você gosta mesmo é da minha canção.

Heliane Ribeiro

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Porque morrer é inevitável...

Ontem eu precisei morrer, para que hoje eu pudesse ressuscitar. O categute em meus pulsos é o que trago no corpo, na alma eu trago a essência das coisas que aprendi.

Lembro-me daquela criança lá na esquina, seguindo cabisbaixa, me pareceu meio sem lar. Recordo o bater de asas do pombo que estava sobre o muro da capela, enquanto o padre rezava a missa, pregando a esperança que tantos ali buscavam, mas eu preferi seguir em direção ao som que vinha de um trio, de algum lugar qualquer.Antes de morrer, ontem, eu fiz algumas coisas e outras eu deixei de fazer, mas recordo de ter olhado o céu e avistado por trás das nuvens escuras o SOL que ardentemente brilhava por mim. Lembro de ter sentido saudades de lugares, pessoas... Cheiros.... Sensações que guardei... Elas ainda estão aqui.

Hoje eu sei que o meu corpo foi velado ontem, mas que a minha alma continua viva e pronta para refazer-se.As emices, foram lançadas ao mar, junto as cinzas, como deveriam ser.Hoje eu fico, até que novamente eu me vá, até que novamente eu torne para um novo dia, é impossível não morrer, eu morro todos os dias para que todas as manhãs eu possa ressuscitar.

Heliane Ribeiro

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

(...) Porque...

Porque um dia a gente acorda e reflete sobre um outro dia que se foi. Muitas vezes queremos apenas alguém que nos escute, outras e tantas vezes queremos apenas alguém que diga que estamos errados... Há momentos momentos que necessitamos apenas de alguém que nos dê risos, outras vezes fazemos questão de um pequeno abraço... Aí vem aquele, minuto que é tão precioso, alguém que nos olhe nos olhos, que esteja lá mesmo que seja para tomar um café.

Alguém que não necessite de respostas e que nem sempre esteja cheio de perguntas, embora as tenha.
Alguém que respeite o nosso silencio e que na maior parte das vezes perdoe nosso barulho, nossas tempestades.
Às vezes tudo que necessitamos é alguém que enxergue a nossa alma, que vendo os nossos defeitos consiga nos amar assim mesmo.

Um brinde a vida!

sábado, 22 de agosto de 2009

Rosas Vermelhas

Rosas vermelhas temperadas com pimenta, e acompanhadas de vinho tinto, caem bem para as noites de inverno.

Só os loucos sabem como preparar, apreciar, as rosas... Sabem diferenciar a essência de cada uma delas, às vezes sem que seja necessário degustar uma petála.

Os loucos sabem saborear seu prato de rosas, cada um tem de preparar o seu. Para fazê-lo, faz parte do ritual, as rosas não podem ser compradas, podem até ser roubadas, mas o ideal é que cada um cultive as suas para que sob os seus cuidados elas fiquem lindas... Prontas.

Um louco nunca serve rosas as suas visitas, embora eles possam admirá-las. Cada louco deve cultivar sua própría rosa, mas para isso é essencial que tenha um bom tato, olfato e paladar apurado.

CURISIODADES: existem rosas de várias cores e formas... Gosto das brancas, das vermelhas e salmão.

Dica: se gosta de rosas, tem de saber conviver com os espinhos que as protegem, saiba como colher, segure-as com cuidado, sinta sua essência.
Heliane Ribeiro

domingo, 9 de agosto de 2009

Pai

No inverno passado poderíamos ter tomado café, juntos. Você poderia contar-me dos perigos do mundo e me dar conselhos a fim de não me tornar um vagabundo. Poderíamos ter ficado ociosos ou quem sabe eu poderia ter revelado a você meus planos sobre o futuro... Mas o Inverno, mais um inverno, foi chegando ao final... Nem eu e nem você estávamos lá...

Na primavera poderíamos ter cuidado do jardim da minha mãe, afinal nessa estação as flores ficam viçosas, ela teria gostado disso, e teríamos um tempo mais para ficar juntos. Se eu machucasse meus dedos nos espinhos das rosas, que mamãe insistia em cultivar, você cuidaria deles para mim. Poderia me ensinar como regar as flores e a quantidade de água certa que deveria dar aos cactos... Mas a primavera, mais uma primavera, foi chegando ao final... Nem eu e nem você estávamos lá...

Verão, enfim o verão, minha estação favorita. Sou apaixonada pelo sol e consigo sentí-lo mesmo nas madrugadas fria do inverno. Poderíamos ter pescado juntos. Você me levaria na garupa da bicicleta velha que ficava dias e dias no quintal sem sair para um passeio qualquer.
Poderíamos pular naquele riacho quando o calor tivesse nos consumindo. No final do dia retornaríamos levando para casa tudo que pescamos, ou quem sabe apenas nossos causos... Mas o verão, mais um verão, foi chegando ao final... Nem eu e nem você estávamos lá...

Agora, o outono, mais um entediante outono, o meio termo das estações... Mas tudo bem, tudo estaria certo, ou não, se pudéssemos nos preparar para o inverno que está voltando. Talvez você tenha estado mais presente do que eu pude perceber, ou quem sabe eu só tenha notado tamanha ausência depois de tantas primaveras, verões, invernos e entediantes outonos tenham se passado.

Não importa, não mais importa, que tenhas partido ou se nunca esteve aqui. As estações vem e vão e na medida em que isso acontece elas renovam a certeza que a tua ausência nunca foi tão ausente assim, eu sempre te trouxe em meu coração. Nunca te deixarei partir porque eu sou um pedaço de você e você é um pedaço do criador... Você é meu imperfeito, perfeito PAI, dono do meu imperfeito e grande amor.

Curiosidades: Vitório Antonio Lopes, meu pai. Um homem viajante e muito inteligente, possivelmente uma das suas maiores viagens tenha sido feita para dentro de si memo.

Dica: ame o teu PAI, para que isso aconteça não espere que ele seja perfeito, que ele esteja perto. Não espere que ele seja exatamente igual ao que você deseja ou desjou que fosse. Teu pai foi designado por DEUS, não se esqueça disso. Chega um momento na vida em que nos tornamos pais dos nossos pais. Só nos sairemos bem se formos capazes de amá-los como se eles fossem nossos próprios filhos.

Heliane Ribeiro

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Dono do Mar

Ergueram a manga da camisa e eis a descoberta: Capitão Gancho é “O Dono do Mar” que nas suas horas de lazer ancora seu navio e vai passear pelos corredores do Senado Federal.
O “Dono do Mar, digo Capitão Gancho não sabia que pelos corredores do Senado havia Peter Pans, e o pior não sabia que havia crocodilos famintos.
Estaria Capitão Gancho numa maré de azar? E o “Mar” como é que vai ficar? Se matarem a lenda que graça é que tem a história?

CURIOSIDADES: caso algum leitor não saiba “ O Dono do Mar” é um livro da autoria de José Sarney. O livro conta a história de pescadores maranhenses.

Essa todos sabem: José Sarney foi Presidente do Brasil. Como foi isso? Tancredo Neves foi eleito Presidente e morreu um pouquinho antes de assumir o mandato, automaticamente o Vice, Sarney, assumiu a Presidência.

Essa é para reflexão: até outro dia, José Sarney, era considerando um dos melhores Presidentes que o País já teve. Será que a impressão se deve pelo fato de Fernando Collor de Mello ter vindo logo após?Huuumm...

Um brinde a vida e até o próximo post!

Heliane Ribeiro

sábado, 25 de julho de 2009

Cante

Cante uma canção esta noite para mim, cante aquela canção que fala de paz, cante aquela onde as crianças se abraçam, onde os pais se amam e o céu ainda é azul.
Cante, essa noite, uma canção só pra mim, cante uma canção que diga que os campos de concentração nunca existiram, que a guerra é apenas uma ficção.

Engane-me essa noite com sua canção, diga que o mundo não tem mazelas, que a miséria é apenas um cenário pintado em uma tela.

Essa noite, me tire da verdade com a sua canção. Mostre-me o mundo de um jeito que eu nunca tenha imaginado.

Essa noite diga que não existe pré-conceito, que tudo isso é invenção, que ser branco e ser negro não existe, existem apenas pessoas, almas boas... Parecidas, mas únicas.

Essa noite, cante-me a sua nova canção, aquela que você fez para retratar o mundo do jeito que ele deveria ser, justo.

Essa noite, não me deixe dormir, eu quero apenas te ver cantar, quero apenas continuar ouvindo você me falar sobre as coisas lindas que nós temos aqui.

Cante que não teremos de partir quando chegar a hora de ir. Cante que estaremos sempre juntos... Quando na terra é dia, no céu é noite... O sol aparece quando DEUS acende a luz da sala dele.

Cante, que a fome não existe. Que a dor é uma ilusão. Cante que posso ficar para sempre ao lado da minha mãe. Cante que ela sempre estará comigo e que nunca a verei chorar. Cante que papai estará sempre conosco e que vovô sempre contará suas histórias.

Cante, cante tudo diferente para mim, essa noite e diga que ela não vai passar e que essa paz, a da sua canção, será eterna enquanto eu acreditar.

Heliane Ribeiro